Afeto e Representaçao

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Editora 34, Sao Paulo, Brasil, 1998, vol. pp. 232 (trad. portoghese del n. 124)
Imbasciati Antonio

Para uma psicanálise dos processos cognitivos
A aproximação afeto-representação pretende então operar a ligação entre a posição empirista e a inatista, entre a experiência e tudo o que foi considerado endógeno, procurando principalmente na primeira a origem que foi atribuída ao segundo.
Essa busca na experiência daquilo que a psicanálise explicou em termos inatísticos leva inevitavelmente a uma revisão da teoria psicanalítica tradicional, de origem freudiana, e não só da contraposição que Freud atribuiu à representação a propósito do afeto, mas também de toda a teoria freudiana, que tende a explicar o desenvolvimento do homem mais com base na economia dos seus instintos do que em função das suas relações com o mundo.
1. A presentação
7
I. TEORIA DO PROTOMENTAL E VALOR REPRESENTACIONAL DOS OBJETOS INTERNOS
1. Afetividade e cognição
11
2. Para uma definição do afeto
14
3. A teoria pulsional
16
4. A representação: dois conceitos diferentes
20
5. A contraposição afeto-representação
24
6. A teoria da Relação de Objeto
27
7. Objeto e representação em psicologia
31
8. Objetos internos
35
9. Da aferência à percepção
40
10. A representação do afeto
46
11. A diferenciação das estruturas afetivas
53
II. APRENDENDO DA EXPERIÊNCIA: PERGUNTAS A PARTIR DE UMA RELEITURA DE BION
1. Psicanálise como teoria da aprendizagem
63
2. Função alfa e elaboração do traço mnêmico
66
3. Gênese do pensamento e experiências de recém-nascidos
76
III. FUNÇÃO ALFA E VALOR REPRESENTACIONAL DOS OBJETOS INTERNOS
1. Objetos internos e estruturas cognitivas
83
2. Cisão ou composição falhada?
86
3. Objeto dinâmico e objeto representacional
88
4. Objeto interno como traço mnêmico
91
IV. UM MODELO PSICANALÍTICO DOS PROCESSOS COGNITIVOS
1. Psicanálise e estudo dos processos cognitivos
95
2. Três interrogações de pesquisa
100
3. Afêrencias e objetos internos
104
4. Afêrencias, representação e operações mentais
108
5. Percepção e memória
110
V. AFETOS PRIMÁRIOS E FUNÇÕES COGNITIVAS
1. A mente e a sua origem
115
2. Processos cognitivos e processos afetivos
120
3. A distinção cognição/afeto
125
4. Aprendizagem dos afetos e valor da representação
129
5. Afeto e representação
134
6. Sensorialidade e representação
138
7. Afeto e qualidades perceptivas
142
8. Valor cognitivo dos afetos e objetos internos
144
9. Valor representacional dos objetos internos
149
10. Análises da percepção
152
11. Valor heurístico e valor clínico da teoria do Protomental
158
12. A comunicação dos afetos
162
VI. A REPRESENTAÇÃO DO AFETO
1. Afetos e consciência
167
2. Descrição e explicação
171
3. Afeto e representação em Freud
174
4. A hipóstase da intensidade de consciência dos afetos
179
5. O traço mnêmico do afeto
184
6. Quais media na comunicação dos afetos?
187
VII. A REPRESENTAÇÃO NA COMUNICAÇÃO DOS AFETOS
1. Os media dos afetos
197
2. Afeto e representação
203
3. Conceitos “de época” na teoria freudiana
205
4. A representação do afeto
210

Bibliografia
217

Nascido em 1936, em Pisa, Antonio Imbasciati é professor de Psicologia Clìnica e Director do Institudo de Psicologia e Chirurgia da Universidade de Brescia. Por 11 anos foi titular da primeira Càtedra de Psicologia na Faculdade de Magisterio da Universidade de Turim e em anos anteriores encarregado na Faculdade de Letras e Filosofla de mesma univesidade. È membro ordinàrio da Sociedade Psicanalìtica Italiana e full member da International Psychoanalytical Association.